segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

a vale do rio doce tem planos imobiliários para parauapebas

WTorre planeja construir 100 mil casas para a Vale



A WTorre anunciou a criação de uma empresa para desenvolvimento de condomínios residenciais horizontais de grande porte para a classe média e média baixa, a exemplo do que fizeram nos últimos meses companhias como Rossi, Rodobens, Cyrela e Gafisa. Balizada de WTorre Urbanismo, a companhia nasce com um projeto de proporções inéditas para o Brasil. Segundo a WTorre, um acordo foi fechado com a Companhia Vale do Rio Doce para a construção de um condomínio com ampla infra-estrutura e 20 mil residências em Parauapebas (PA), aos pés da Serra de Carajás, onde a mineradora investirá US$ 1,4 bilhão na exploração de níquel.

A Vale afirma ter um protocolo de intenções com a WTorre para facilitar o acesso de seus funcionários às residências a serem lançadas. No entanto, a companhia afirma desconhecer o volume de 20 mil residências e que não dará garantia firme de compra das casas.

O projeto servirá como piloto para a WTorre no segmento residencial e deve ser concluído em cinco anos. Se tudo correr como se espera, a empresa acredita que pode quintuplicar o número de residências nos cinco anos seguintes, chegando a 100 mil casas e apartamentos no local, que tem área de 7 milhões de metros quadrados. O município Parauapebas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conta com população de 95 mil habitantes e 16 mil domicílios. Em toda a região do Sudeste do Pará a Vale tem cerca de 20 mil funcionários diretos.

Os moradores de Parauapebas, ainda segundo dados do IBGE, com base em informações colhidas em 2001, têm uma renda mensal média de R$ 603. Um imóvel de R$ 60 mil financiado a uma taxa de 12% ao ano em 240 meses exige um desembolso mensal por parte do comprador de R$ 737,00.

A WTorre afirma também ter fechado um acordo com o Bradesco para financiar as 20 mil unidades iniciais do empreendimento. De acordo com Sandra Raiston, presidente da nova empresa, o crédito seria contratado a juros abaixo das taxas de mercado, e em um prazo de 20 anos. O preço mínimo das menores residências, com 51 m2, segundo a executiva, deve variar entre R$ 60 mil e R$ 80 mil.

"Conseguiremos taxas mais baixas que o mercado porque teremos o aval de uma companhia do porte da Vale do Rio Doce", afirma Sandra. Uma das propostas é de que as parcelas sejam descontadas diretamente dos salários dos funcionários da mineradora, o que permitiria taxas menores.

Pelo projeto, o empreendimento será quase uma mini-cidade. Além das residências, parques, lagos e áreas de lazer comuns a WTorre afirma que implantará hospitais, escolas e transporte público interno, além de ampla rede comercial. De acordo com Sandra Raiston, os serviços de educação, saúde e transporte serão operados por empresas privadas. A companhia negocia com grandes empresas, como o Carrefour, para instalar supermercados e outros segmentos de varejo no local

A WTorre afirma ter dois outros projetos semelhantes em fase final de negociação. A companhia busca parcerias com outras empresas. De acordo com Sandra Raiston, os próximos empreendimentos serão lançados em cidades do interior de estados do Sul e do Sudeste do país.