sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

preste atenção se for faser uma permuta

Permutas imobiliárias: na hora de decidir por uma, faça as contas!
Segundo professor, é preciso observar taxa de retorno; permuta só é indicada para quem não precisa de dinheiro rápido

InfoMoney
07 setembro 2008
SÃO PAULO - A permuta é uma prática bastante comum no mercado imobiliário. Nela, uma pessoa que possui um terreno sem uso se associa a uma empreendedora, cedendo o local em troca de unidades ou participação em vendas futuras do empreendimento. Contudo, para não fazer um mau negócio, é preciso que o proprietário do terreno analise bem as contas.
De acordo com o professor coordenador do Núcleo de Real Estate do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), João da Rocha Lima Jr., é preciso levar em consideração variáveis importantes, como a taxa de retorno que o proprietário obterá com o investimento.
"A permuta imobiliária é indicada para quem não precisa de dinheiro em curto prazo. Ao optar por este tipo de investimento, o proprietário deve sempre calcular sua taxa de retorno, pois a renda do negócio deve ser maior do que se ele colocasse esse imóvel disponível para o mercado financeiro", explica.
Formatos
O formato mais comum de permuta é a troca do terreno por uma fração das vendas futuras. Segundo Lima Jr., esta é a melhor opção para o proprietário do terreno, que troca um valor à vista por uma expectativa de valor muito maior a prazo, especialmente se ocorrem aumentos dos custos de construção durante o período de obra, resultando assim em aumento de preço das unidades.
"A permuta por fração nas vendas é a que traz menos riscos para o proprietário, pois, na troca por unidades, ele terá que competir em situação desigual com o empreendedor pelas vendas destes imóveis", diz.
Por outro lado, alerta o especialista, o proprietário do terreno precisa ter ciência de que corre risco em relação ao tempo de recebimento dos valores e da variação para baixo do preço de venda das unidades. "Pelo prêmio de mais receita de venda do terreno, pode comprar os riscos de velocidade de vendas e de comportamento de preços no mercado", diz.
Apesar disso, completa o professor, "o maior risco para quem cede o terreno é o de performance". O risco de performance consiste na não-conclusão do empreendimento pela empresa. Para se precaver, Lima Jr. aconselha que o dono do terreno faça um bom contrato e sempre exija fiança bancária.